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Quem
é Antônio Amaral e como conceitua seu universo criativo?
Artista plástico, quadrinista. O hipocampo é minha fronteira
de eventos, onde precipitam-se os meus melhores elétrons, uma luz
na escuridão.
Hipocampo é vanguarda? Que universo é esse?
Quando o novo vem, rompe-se uma membrana, abre-se uma janela, vem o atrito,
o conflito entre o visto/dito e o não visto. Uma flecha abre as portas
por onde vaza o velho.Isso tudo é estranho e incômodo porque
mexe com os referenciais.
Como é seu processo de criação?
É o reflexo do meu processo de aprendizagem: sem métodos,
solitário e como um todo, nunca por etapas. Nos quadrinhos o processo
é mais radical, é invertido, não há roteiro,
as imagens são a própria narrativa, o roteiro vem depois,
como uma leitura do que foi desenhado.
Que importância tem o prêmio HQmix para sua carreira de artista-plástico
e quadrinista?
O trofeu HQmix é uma recompensa aos não alinhados, àqueles
que acreditam no orbital seguinte, e desconfiam das certezas absolutas,
e da existência de um ponto inerte. Confirma a nescessidade do sonho.
Não há nada separando os quadrinho das artes plásticas
é só um jeito de olhar.
Seu universo HQ não é muito complicado para o leitor médio?
Você pensa nisso quando está criando?
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